3ª feira, 16 de junho de 2026
O controle da Palavra (e, portanto, da opinião pública) é peça fundamental na guerra pelo poder. Neste quesito, os Estados Unidos são os campeões, conseguindo moldar a ‘realidade’ segundo suas próprias conveniências e interesses (por estes dias, por exemplo, mesmo depois do vergonhoso sarrabulho que tomou do Irã, vêm dizendo ter vencido a guerra e, dentro de alguns anos, de tanto repetir a mentira, vão ser retratados nos livros de História como o país vitorioso).
Como não poderia deixar de ser, a manipulação da Palavra sempre teve grande projeção na Economia. Houve um tempo (os mais antigos vão lembrar) que, mesmo sendo a segunda maior potência mundial, a União Soviética não figurava na relação dos ‘países mais ricos’ – é que, em medida no curso da manipulação, a composição da tal lista só contemplava países do chamado ‘Primeiro Mundo’ criado pelos Estados Unidos em contraponto a um Segundo Mundo, que abrigaria os países comunistas (vale lembrar que este ‘Segundo Mundo’ nunca era falado e a mídia só se referia ao Primeiro e ao Terceiro Mundos).
Coisa semelhante ocorre com o chamado G-7 – uma seleta confraria apresentada como ‘a nata dos países mais ricos do planeta’, que reúne a Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido.
Se alguém achar estranho a ausência da China ou da Federação Russa na reunião do G-7 que, entre 15 e 17 de junho de 2026, ocorre na cidade francesa de Évian-les-Bains, prontamente, a ‘mídia ocidental’ explicará que o encontro diz respeito às sete maiores ‘economias democráticas’.
Enquanto isso, livres dos artifícios linguísticos usados para justificar a formação de patotas submissas às vontades da Casa Branca, outros países se reúnem em confrarias como o BRICS e continuam a crescer e prosperar.
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