5ª feira, 18 de Junho de 2026
Como principal líder mundial da extrema-direita, Donald Trump é um expert na arte de construir e disseminar fakenews.
Imagine que, ontem, em entrevista concedida às agências noticiosas presentes no centro de imprensa de Évian-les-Bains, na cobertura da cúpula do G-7 – pouco se lixando para aquilo que, de fato, ocorreu (concluindo um processo que se arrasta há mais de ano, o STF condenou Eduardo Bolsonaro por ‘coação no curso de processo’) -, depois de soltar a perua-pérola ter sabido que ‘Bolsonaro Jr, que está muito bem nas pesquisas, foi preso por conta de uma entrevista concedida no Texas’, Donald Trump arrematou que ‘o Brasil é um país politicamente perigoso’.
Na realidade, 1) não existe qualquer Bolsonaro Jr, 2) não houve qualquer prisão, 3) o Bolsonaro que é candidato (Flávio) está muito mal nas pesquisas e 4) o Brasil é um país extremamente democrático sem representar qualquer perigo a quem quer que seja.
De qualquer forma, uma vez liberada a perua-pérola, as correias de transmissão da extrema-direita se encarregam de disseminar a super-mentira e, em poucos dias, replicando a voz ‘incontestável’ do presidente dos Estados Unidos, as bolhas estarão dizendo e redizendo que o Brasil seria um ‘país politicamente perigoso’ e que, ‘com medo do crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas, Lula teria mandado prender ele alegando uma entrevista dada lá no Texas’.
E aí, o gado bolsonarista – que mal sabe daquilo ocorrido na esquina e é incapaz de ligar lé-com-cré – faz a sua parte, ruminando mentiras como se verdades fossem.
Como lição, o episódio ensina que NÃO SE PODE ACREDITAR NAQUILO DITO PELO PESSOAL DA EXTREMA-DIREITA.
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