4ª feira, dia 08 de julho de 2026
Embora muitas vezes (por terem uso e objetivo deturpados) deem origem a mazelas sociais, os avanços tecnológicos têm dado enorme contribuição ao desenvolvimento da sociedade, especialmente por criarem condições para poupar o emprego do homem em atividades estressantes e perigosas.
Como em todas as áreas, a tecnologia também chegou com força no futebol, sendo cada vez mais frequente o uso de bolas e coletes dotados de aparelhos de GPS (para registrar movimentos e medir o desempenho dos jogadores).
Entre as modernidades do futebol, está um tal Video Assistant Referee (VAR) – uma parafernália tecnológica operada numa sala de controle especial na qual, com o suporte de monitores, analistas revisam imagens dos lances duvidosos de diferentes ângulos e velocidades, permitindo sua melhor interpretação -, que, a partir de 2016, vem sendo progressivamente mais usado com objetivo de eliminar os erros de arbitragem.
Na realidade, a julgar pelo ocorrido na Copa do Mundo em curso na América do Norte, não é bem isso que vem acontecendo e, do ponto de vista concreto, o uso do VAR vem servindo apenas para poupar os árbitros de situações constrangedoras.
Para quem não viu (ou não lembra), no jogo contra o Egito já na fase eliminatória, o Irã teve um gol anulado por um estranho impedimento só visto pelo operador do VAR sendo excluído do torneio. Na fase seguinte, no jogo contra a Argentina, foi a vez de o Egito ser prejudicado pelo VAR, que anulou um gol legítimo em função de uma suposta falta cometida instantes antes, ainda na linha de fundo da sua própria barra.
Se é apenas para resguardar decisões polêmicas dos árbitros, o VAR pode ficar fora das partidas, pois, pelo menos as torcidas teriam a quem culpar pela derrota dos seus times.
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