3ª feira, 14 de julho de 2026
O homem é incontrolável.
Por uma questão genética (os genes sempre falam alto) ou política (de bom grado, os liberais só acatam regras que beneficiam a eles próprios), Jair Bolsonaro tem muita dificuldade de aceitar (e, sobretudo, cumprir) as medidas cautelares que lhe foram impostas pelo ministro Alexandre de Moraes ao conceder-lhe temporariamente o regime humanitário para cumprimento da pena de 27 anos a que foi condenado por tentativa de golpe de Estado em 2022/2023.
Para avivar as memórias, vale lembrar que, ao determinar a prisão domiciliar em 24 de março de 2026, o ministro Alexandre de Moraes impôs a Jair Bolsonaro uma série de medidas cautelares, entre as quais estão a) usar tornozeleira eletrônica; ) não usar celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa ‘diretamente ou por intermédio de terceiros’; e c) não usar redes sociais nem ter fotos e vídeos divulgados.
Pois bem.
Na sua curta experiência em prisão domiciliar, o velho quadrúpede já violou todas as cautelares associadas às prisões domiciliares: tentou romper a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda, usou o telefone celular de Nikolas Ferreira e, agora, no sábado, dia 11 de julho, através do filho Flávio, distribuiu uma ‘carta aos brasileiros’.
A indisciplina de Jair Bolsonaro o torna incompatível com qualquer regime condicionado por medidas cautelares, restando-lhe o retorno ao regime fechado na Papuda.
Em sua generosidade, no entanto, dando sucessivas ‘novas chances’ ao insubmisso e postergando a sua merecida punição, ao invés de devolver-lhe à Papuda, o ministro Alexandre de Moraes aplicou uma ‘punição’ ao cumplice Flávio, proibindo-o de visitar o pai-cliente-mentor e padrinho político por 90 dias.
A sociedade pensante sabe que, se o Brasil não valorizasse o Estado de Direito conquistado a duras penas e quisesse ‘fazer justiça’ à revelia da Lei, retirada a jovem Laurinha (que, aparentemente, ainda não cometeu qualquer crime), toda família Bolsonaro estaria no merecido xilindró.
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