Para quem se acha digno do Prêmio Nobel da Paz, Donald Trump se mostra muito irresponsável.
Acredite que, cumprindo a índole própria de quem ocupa a principal cadeira do Salão Oval, pouco se lixando para aquilo recomendado pelo bom senso, o presidente Donald Trump determinou o ingresso dos Estados Unidos na guerra iniciada por Israel no Oriente Médio, com um brutal ataque aéreo às instalações localizadas em Fordow, Natanz e Isfahan onde, supostamente, cientistas iranianos desenvolvem o programa nuclear do país.
A operação, chamada pelo secretário de Defesa Pete Hegseth de ‘Martelo da Meia-Noite’, foi o maior ataque já realizado pelos Estados Unidos com uso de bombardeiros B-2, com o emprego de 125 aeronaves e mísseis lançados de submarino.
Pelo visto, a operação norte-americana constituiu em uma enorme ‘vitória de Pirro’, pois provocou o imediato reposicionamento das peças até então empenhada (ativa ou passivamente) na guerra, tornando o seu desfecho mais incerto.
De fato, ao tempo que o governo de Benjamim Netanyahu respirava aliviado – pois, tendo encontrado um adversário à altura, estava levando a pior no confronto com os persas -. o parlamento do Irã aprovou o fechamento do Estreito de Ormuz – local estratégico por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo, cujo bloqueio vai provocar grande impacto no preço dos combustíveis -, o vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia Dmitry Medvedev, que já exerceu os cargos de presidente e primeiro-ministro do país, afirmou que “vários países estão prontos para fornecer diretamente ao Irã suas próprias ogivas nucleares” e o Iêmen anunciou oficialmente sua entrada na guerra.
Aliás, consciente do vespeiro atiçado pela irresponsabilidade do Tio Sam, a Agência Internacional de Energia Atômica convocou uma reunião emergencial para avaliar o perigo decorrente do ataque às instalações iranianas.
De sua parte, assustado com as consequências da irresponsabilidade de Donald Trump, o vice-presidente norte-americano J.D. Vance confirmou a natureza que marca a turma da Casa Branca e, como se o ataque não tivesse ocorrido, voltou a ameaçar o Irâ, classificando o fechamento do Estreito de Ormuz como ‘um gesto suicida’.
Ninguém sabe aquilo que pode brotar da situação criada por Israel e pelos Estados Unidos no Oriente Médio.
De qualquer forma, por uma questão de segurança, é recomendável aos crentes que rezem e rezem bastante, pois a situação não é boa.
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