5ª feira, 16 de julho de 2026
Ontem, dia 15 de julho de 2026, dando sequência à guerra mundial imotivada decretada unilateralmente pelos Estados Unidos, buscando justificativa numa besteira ou outra, o governo de Donald Trump decidiu aplicar o TariFlávio de 25% sobre a importação de produtos brasileiros.
Se, de um lado, a medida (que, naturalmente, prejudica o comércio internacional brasileiro e afeta largos segmentos da economia nacional) atende as pressões entreguistas da família Bolsonaro, de outro [lado], contribui para aproximar ainda mais o Brasil de outros parceiros comerciais, entre os quais se destaca a China.
Segundo parece ao governo brasileiro, o dia de ontem “passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável”.
Lastimável e burro, diga-se de passagem, pois, nos últimos 15 anos, os Estados Unidos acumularam superávit de US$ 424,5 bilhões nas trocas com o Brasil.
Aliás, a nota do governo brasileiro informou que, no ano passado, 76% das importações originárias dos EUA entraram no Brasil sem pagar imposto de importação e, ainda, que a alíquota média efetivamente aplicada sobre produtos norte-americanos foi de apenas 3,1%.
Evidentemente, além do cunho político só explicado pelo caráter tonto da cabeça prejudicada do presidente Donald Trump e da truculência imposta pela extrema-direita às relações internacionais da Casa Branca, conforme bem disse a nota oficial do governo brasileiro, a decisão estadunidense “faz parte do enredo construído com a ativa colaboração da família Bolsonaro […] falsos patriotas que arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país, movidos por objetivos eleitoreiros”.
De qualquer, o governo brasileiro afirma que “não vacilará em seu dever de preservar a soberania do país” e “seguirá adotando medidas para reduzir os danos causados à economia e à renda dos brasileiros”.
Nesta perspectiva, o governo anunciou a imediata adoção de trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade e a retomada do tema no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da OMC.
No fundo, quem deve gostar destas idiotices da Casa Branca é o governo da China, que, sem precisar fazer nada, ganha a simpatia do povo brasileiro e, de alguma forma, fortalece ainda mais os laços comerciais com o país.
Leia mais em www.alexandresanttos.com.br
A reprodução é permitida e desejável, especialmente se a fonte for citada
