Há certo tempo, um filme hollywoodiano (de pouco sucesso, diga-se de passagem) contava a história de uma confraria de malucos sádicos, cuja dinâmica constava da escolha ao léu de uma pessoa na multidão, que era imediatamente vestida com um traje estampado com círculos concêntricos para transformar-se no alvo de atiradores pré-selecionados entre milionários inscritos para a ‘caçada realista’, conforme anunciado na deep web.
Pois bem.
Tirando o fato de que as escolhas das vítimas não ocorrem ‘ao léu’ (pois, normalmente, [as escolhas] são motivadas por critérios objetivos de caráter econômico ou geopolítico ou ambos), é exatamente este tipo de jogo/diversão que a Casa Branca costuma promover.
Com efeito, com muita frequência, o governo dos Estados Unidos veste a farda de alvo naquele país que deseja bombardear e, pouco importando merecimentos, o atacam até satisfazer sua índole (às vezes, como no filme, encontram um adversário à altura e se dão mal).
Foi assim com o Afeganistão (que, sem qualquer prova, foi acusado pelos Estados Unidos de ‘disseminar o terror’), foi assim com o Iraque (que, sem qualquer prova, foi acusado de possuir e querer usar armas-de-destruição-em-massa), está sendo assim com Cuba (que, sem qualquer prova, vem sendo acusada de exportar terrorismo).
Nos dias correntes, dispostos a açambarcar o farto petróleo do Vale do Orenoco e o abundante ouro do país, os Estados Unidos querem vestir a farda de ‘narco-estado’ na Venezuela.
Aliás, vendo que a ridícula farda não está se ajustando, resolveram reconfigurar a investida e, ontem, dia 16 de novembro de 2016, na maior cara-de-pau, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que os Estados Unidos pretendem ‘designar o Cartel de los Soles como uma organização terrorista’ e, com isso, passar a tratar o presidente Nicolas Maduro como ‘Chefe de Organização Terrorista Estrangeira’ – um passo a mais na caminhada cujo propósito é invadir a Venezuela e roubar o seu petróleo e o seu ouro.
Sabendo que se tomar a Venezuela, o próximo passo dos Estados Unidos vai ser tomar a Amazônia, já está passando da hora de o governo Lula hipotecar solidariedade a Nicolas Maduro e repudiar os planos piratas da Casa Branca.
Leia mais em
www.alexandresanttos.com.br
