Uma vez, em preleção aos recém convocados para a seleção brasileira de futebol, considerando a falta de padronização prevalecente na época, o inesquecível técnico Vicente Feola disse que, para jogar na Canarinha, os jogadores precisavam aprender a jogar em campos de todos os tamanhos e a ‘fazer embaixada até com caixas de fósforo’.
Os ensinamentos de Feola cabem como luva a muitos daqueles que, por força dos cargos que ocupam são levados a ‘campos de todos os tamanhos e a jogar com bolas de todos os formatos’.
Os embaixadores, por exemplo, não têm a chance de escolher ‘os campos e as bolas’ e, até por uma questão de boa-educação, não têm o direito de criticar ‘os campos e as bolas’ com as quais sejam levados a jogar. Pois bem.
Ontem, revelando despreparo para o cargo que ocupa e falta de educação caseira, em discurso proferido no Congresso Alemão do Comércio, o chanceler Friedrich Merz de danou a falar mal de Belém, onde estivera na semana anterior por ocasião da Cúpula do Povos na COP30, nos dias 06 e 07 de novembro.
A observação grosseira deixa claro, não só a falta de modos, como, também, o despreparo para o cargo que ocupa. De qualquer forma, feito o registo do repúdio brasileiro ao caso, vale a aplicação da velha máxima ‘os cães ladram e a caravana passa’.
Afinal de contas, que tem a infelicidade de ter Friedrich Merz como líder é o povo alemão, o qual, em última instância, deve cuidar de se livrar dele na primeira oportunidade.
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