Nestes dias que trouxeram o combate ao crime de volta às posições centrais do noticiário, uma visão panorâmica da conjuntura mostra contradições e, mesmo a falsidade, burrice, má fé ou tudo-junto de alguns dos principais líderes da extrema-direita.
À guisa de exemplo, veja a esquizofrenia encerrada no esforço para ‘desarmar criminosos’ levado adiante por autoridades que têm na tese ‘armas para todos’ uma das suas bandeiras politicas.
Pode parecer incrível, mas, em mais um gesto favorável ao armamento universal, esta semana, a Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados – um colégio que congrega muitos dos que dizem querer desarmar bandidos – aprovou projeto-de-lei que permite o uso de armas por vigilantes e empresas privadas.
Na realidade, em comportamento típico de quem tem o desrespeito à lei como primado político, ao usar termos brutais como ‘cancelamento do CPF’ e [usar] figurações como ‘bandido bom é bandido morto’, de alguma forma, a extrema-direita se alinha às organizações criminosas que dizem combater, pois defendem abertamente atitudes criminosas, como a chacina que recentemente matou 121 pessoas no Alemão-Penha (como todos sabem ou deveriam saber, a lei brasileira não admite pena de morte).
Na realidade, alguns dos líderes da extrema-direita (que alardeiam preocupação com o crime organizado) se mostram muito familiarizados com armamento pesado, como bem mostram as fotografias nas quais portam fuzis e bazucas, fazendo nítida apologia ao crime.
Aliás, como bem apontou o cantor baritenor Oruam, que é filho do camandante do CV Marcinho VP, se ele próprio fosse fotografado portando fuzis – como fizeram Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Júlia Zanatta, Nicolas Ferreira e tantos outros líderes da extrema-direita – estaria preso por Apologia ao crime – um crime previsto no Código Penal, cuja pena é de detenção de três a seis meses ou multa.
De qualquer forma, queiram ou não queiram os adeptos da extrema-direita, seu lideres fazem apologia ao crime, constituem organizações criminosas e, direta ou indiretamente, apoiam o crime organizado.
Deveriam, portanto, estar na cadeia.
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