Ontem veio à tona que, apesar de estar na leva de condenados pela participação no núcleo crucial da trama golpista, o deputado federal e ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) Alexandre Ramagem fugiu.
Com efeito, pouco se importando para a sua condição jurídica e demonstrando bem conhecer os caminhos do crime, Alexandre Ramagem conseguiu contornar a ausência de passaporte (o qual tinha sido recolhido pela Polícia Federal) e fugiu para os Estados Unidos, se aboletando num condomínio de luxo em Miami, onde já está a sua família.
A fuga do condenado desperta algumas preocupações e deixa algumas lições.
Uma delas se refere ao quão fácil é fugir do País, indicando que para os bandidos ter ou não ter passaporte é pouco significativo.
Depois, deixa claro que não há razões para retardar o início do cumprimento da pena dos meliantes já condenados.
De qualquer forma, duas providências são recomendadas de imediato: a pronta prisão dos Jair Bolsonaro e dos outros golpistas do núcleo crucial e a apresentação de pedido de extradição de Alexandre Ramagem ao governo dos Estados Unidos.
Bandido bom é bandido julgado, condenado e preso.
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