Ninguém discute que tudo, absolutamente tudo, tem um lado bom e, em contraponto, um lado mal.
Evidentemente, quase sempre um desses lados prepondera sobre o outro, o qual, sem qualquer destaque, perde relevância e, mesmo, parece não existir.
No caso Jair Bolsonaro, por exemplo, o lado mal é tão forte que o lado bom (que deve existir) de tão inexpressivo, quantitativa e qualitativamente, parece não existir. Não há receio em afirmar que (assim como acontece com outros seres malignos) o Mundo seria muito melhor se ele não tivesse nascido.
O pior disso tudo é que, de forma incontrolável, seu DNA se espalha através da árvore genealógica, formando um clã, referido por muitos como ‘fagmilícia’, que reproduz a maldade, a covardia, a vileza, a desonestidade, o egoísmo e todas as outras perversões do lado obscuro da natureza (des) humana, contaminado os ambientes e colocando as pessoas em risco.
Esta situação fica clara com a observação do noticiário referente ao velho Jair e seu clã, em qualquer momento da sua existência.
Nos dias correntes, por exemplo, os jornais dizem que, como forma de minimizar a probabilidade do velho Bolsonaro (que já está sob controle por tornozeleira eletrônica e em prisão domiciliar) fugir para alguma embaixada e produzir mais um problema diplomático para o País, o Supremo Tribunal Federal (STF) foi forçado a mandar a Polícia Penal do Distrito Federal monitorá-lo em tempo integral.
Enquanto isso, ao falar na reunião ministerial ocorrida no Palácio do Planalto, resumindo a situação, o presidente Lula afirmou que “Bolsonaro e seu filho Eduardo representam uma das maiores traições que a pátria já sofreu. Trabalham contra os interesses nacionais. Estão insuflando outro Estado contra o Brasil. Adotaram os EUA como pátria, negam sua pátria e tentam insuflar o ódio de alguns americanos contra o povo brasileiro”.
O presidente Lula disse muito, mas não disse tudo.
Noutro ambiente da república também fustigado pela sanha destrutiva dos Bolsonaro’s, a Advocacia-Geral da União (AGU) encaminhou à Polícia Federal (PF) notícia-crime pedindo a abertura de inquérito para investigar a onda de notícias falsas sobre o Banco do Brasil estimulada por Eduardo Bolsonaro para desestabilizar o Sistema Financeiro Nacional.
De sua parte, a CEO da Transparência Internacional criticou a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes pelo governo dos Estados Unidos seguindo a orientação de Eduardo Bolsonaro. E não para por aí.
Veio a público a sinuca-de-bico vivida pelo Banco do Brasil, que, se de um lado, não pode aplicar a Lei Magnitsky contra cidadãos brasileiros por decisão do ministro Flávio Dino, de outro [lado], não pode deixar de aplicá-la sob pena de enfrentar prejuízos milionários.
Para onde quer que se vire, há notícias sobre o mal causado pelos Bolsonaro’s. Imagine a situação do deputado bolsonarista Fabio Schiochet, presidente do Conselho de Ética da Câmara – que, acolhendo chantagens e pressões de todas as ordens – está impedido de levar adiante os merecidos processos movidos na Câmara dos Deputados contra Eduardo Bolsonaro, que desertou do mandato para se radicar nos Estados Unidos de onde comanda os ataques contra o Brasil (com o olhar envergonhado de quem está constrangido e humilhado, o deputado-presidente Fabio Schiochet chegou a afirmar que ‘não enxerga quebra de decoro parlamentar nas quatro representações contra Eduardo Bolsonaro’).
Seguramente, o mundo seria muito melhor se os Bolsonaro’s nunca tivessem existido.
Leia mais em
www.alexandresanttos.com.br
