O chamado mercado financeiro é uma grande artificialidade que, graças ao suporte dos fazedores de cabeças e [fazedores] de opinião, consegue esconder sua inconsistência e impor o ritmo do mundo real.
De fato, tomando o mundo real apenas como referência, o mercado financeiro estabelece padrões de valor monetário que sopram os rumos da economia e da política.
O jogo da artificialidade, daquilo que finge parecer sem ser o quê de fato é, começa com sua própria referência – em algumas circunstâncias e ambiência, o tal ‘mercado financeiro’ intencionalmente esquece que se refere apenas aos aspectos financeiros e, como se representasse todas as forças da Economia, se apresenta como ‘mercado’ (um comportamento de ética duvidável, que leva muitos a enganos e erros).
Aliás, o termo ‘mercado financeiro’ é a abstração que traduz a presença econômica da turma do dinheiro – banqueiros, especuladores, agiotas, operadores das bolsas de valores, etc.
É uma turma habitada a dar as cartas e a ser obedecida, lançando mão de todos os recursos para atingir seus objetivos, dos quais os mais comuns são a mentira e a meia-verdade, usadas à larga no processo de ‘fazer cabeças’ e ‘fazer opiniões’, do qual retira a substância que lhe dá força e poder.
Veja a névoa que usa para encobrir os feitos positivos e realçar os feitos negativos do governo Lula (cuja índole humanista e progressista não atende as suas aspirações capitalistas).
Ontem, por exemplo, em claro reflexo do sucesso da diplomacia e da política econômica adotada pelo governo Lula, a Bolsa de Valores de São Paulo atingiu 150,7 mil pontos, um recorde histórico, acumulando alta de 25,08% em 2025.
Pois bem.
Escondendo os méritos do governo Lula, os porta-vozes do mercado financeiro atribuíram o resultado às expectativas despertadas com a possibilidade da economia estadunidense reagir positivamente a uma eventual redução da taxa básica dos juros lá nos Estados Unidos (embora exultem com a possibilidade de redução da taxa de juros nos Estados Unidos, estes mesmos porta-vozes do mercado financeiro defendem a manutenção da taxa Selic no Brasil).
Na realidade, este posicionamento é fruto da forma facciosa como o mercado avalia responsabilidades – fica claro que, no ‘entender’ do mercado financeiro, a depender do resultado, há ou não responsabilidade do governo Lula, que é culpado pelos resultados negativos , mas pouco tem a ver com os resultados positivos.
Tudo isso aponta, não só para a artificialidade, mas, também, para a hipocrisia e má fé daqueles que dão as cartas no mercado financeiro.
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