Para decepção dos lesa-pátrias aquartelados nos Estados Unidos, os rosnados de Donald Trump não surtiram efeito e, ontem, na esteira do altivo pronunciamento do presidente Lula, ao invés de ‘sustar imediatamente’ o processo contra os golpistas do Oito de Janeiro, diante da viva possibilidade de fuga e refúgio na terra do Tio Sam e dos recentes crimes de ‘coação, obstrução e atentado à soberania nacional’, o ministro Alexandre de Moraes mandou colocar uma tornozeleira eletrônica no mocotó de Jair Bolsonaro.
Mas, não foi apenas isso.
Além do monitoramento pela tornozeleira, sob pena de prisão, o quadrúpede deverá permanecer em casa entre 19h e 6h de 2ª a 6ª feira e em tempo integral nos fins de semana e feriados; não manter contato com embaixadores e autoridades estrangeiras e, ainda, ficar longe de embaixadas e consulados.
Com efeito, ontem, logo cedo, cumprindo os devidos mandatos judiciais, uma equipe da Polícia Federal foi a casa do velho ZeroZero, onde o recolheu para colocar a tornozeleira e, para não perder a viagem, deu um rápido baculejo, no qual foi descoberto uma pequena fortuna em espécie e um estranho pendrive.
Ao tempo que, ainda na casa de Bolsonaro, os policiais classificavam o montão de dinheiro como parte dos preparativos para a fuga e associavam o tal pendrive a um provável esquema de criptomoedas, nas ruas, as pessoas seguiam a faina diária, pouco se importando com novo passo do Quadrúpede rumo à Papuda.
Horas mais tarde, enquanto latiam reclamações inócuas, os líderes bolsonaristas se perguntavam pelo paradeiro do gado, que não estava nas praças mugindo palavras-de-ordem em defesa do agora tornozelado ZeroZero…
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