Demorou mais do que a banda pensante da sociedade desejava, mas, finalmente, cumprindo o antigo vaticínio (“a Papuda lhe espera’, dizia ele), Jair Bolsonaro foi recolhido à Papuda.
Até anteontem, mesmo condenado há meses por tentativa de golpe de Estado, [mesmo] com processo transitado em julgado e sem possibilidade de recurso, Jair Bolsonaro permanecia nas instalações da Superintendência da Polícia Federal em Brasília (SR/PF/DF), onde cumpria pena em regime especialíssimo (o quadrúpede estava lá desde 22 de novembro, quando foi preso preventivamente após tentar violar a tornozeleira eletrônica).
Na tarde da 5ª feira, 16/01/2026, no entanto, de saco cheio com as contínuas reclamações do clã Bolsonaro (apesar das regalias a ele concedidas – ar-condicionado, televisão, frigobar, banheiro privativo e protocolo especial para entrega diária de comida caseira), o ministro Alexandre de Moraes estourou e, interpretando-as [as insistentes reclamações] como uma “tentativa de deslegitimar o cumprimento da pena, por meio de críticas públicas feitas por familiares e aliados de Bolsonaro”, determinou que o velho Jair fosse transferido para a chamada Papudinha – um puxadinho que integra o Complexo Penitenciário da Papuda, criado para abrigar bandidos casacudos.
Agora, ao invés de bombardear o Supremo Tribunal Federal (STF) com reclamações e pedidos, os Bolsonaro’s vão encher o saco do delegado de polícia Wenderson Souza e Teles, um cara mal-humorado que exerce o cargo de Secretário Administração Penitenciária, do Distrito Federal. Vele lembrar que Wanderson Souza não pode fazer como Alexandre de Moraes (que, quando encheu o saco, o transferiu da SR/PF/DF), restando-lhe a solitária como possibilidade.
De sua parte, o Clã Bolsonaro pode redirecionar seus pedidos e passar a encher o saco da OEA, da ONU ou, quem sabe, da Casa Branca.
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