A sessão do Congresso Nacional realizada ontem para apreciar o vetos colocados pelo presidente da república a projetos-de-lei foi muito produtiva, servindo para confirmar a pecha ‘Congresso Inimigo do Povo ‘ e [confirmar] a índole criminosa de Eduardo Bolsonaro. Com feito – ao tempo que, materializando a ação parlamentar da extrema-direita e do Centrão, as bancadas do Boi, da Bala, da Bíblia e das Bets davam votos para consagrar a Lei da Devastação (como vem sendo chamada a Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei 15.190/2025) e a Lei Complementar 212, do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) e, assim, facilitar o oba-oba de interesse das elites liberais -, após perceber que, usando recursos indevidamente ainda mantidos à disposição de Eduardo Bolsonaro pela mesa diretora da Câmara dos Deputados, agindo como se estivesse no exercício regular do mandato, ele [Eduardo Bolsonaro] registrara o voto de forma remota, o senador-presidente Davi Alcolumbre anunciou a sua anulação [anulação do voto], explicando que ‘parlamentares no exterior só podem votar se estiverem em missão oficial’.
Na realidade, o comportamento impostor de Eduardo Bolsonaro é natural em quem porta o DNA do seu clã. Para quem não sabe, aboletado nos Estados, Eduardo Bolsonaro não pode registrar votos na Câmara dos Deputados desde agosto, quando terminou a sua licença.
Aliás, ao invés de estar nas terras do Tio Sam conspirando contra o Brasil, Eduardo Bolsonaro deveria estar recolhido em prisão preventiva n’alguma cadeia, aguardando julgamento pelos processos a que responde junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). Por uma questão de justiça, deve-se registrar que, por cumplicidade do deputado-presidente Hugo Motta, trambique semelhante ao de Eduardo Bolsonaro, vem sendo aplicado pelo igualmente foragido Alexandre Ramagem e provavelmente o foi por Carla Zambelli, indicando que, no fundo, esta patota é ‘farinha-do-mesmo-saco’.
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