6ª feira, 28 de agosto de 2026
Ontem, 5ª feira, dia 27 de agosto de 2026, atendendo ao calendário de entrevistas individuais com os candidatos à presidência da república, o presidente Lula esteve nos estúdios da TV Globo, no Rio de Janeiro, onde foi sabatinado pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli, produzindo um dos assuntos mais comentados do País.
A maior parte dos comentários se refere à forma magistral como o presidente enfrentou a saraivada de perguntas-bomba feitas a ele, especialmente sobre o ‘caso Lulinha’ – uma armação estilo LavaJato, criada no gabinete do ministro André Mendonça para envolver seu filho [filho de Lula] Fábio Luiz em ilegalidades e, com isso, embaraçar o presidente Lula (cuja presença no Palácio do Planalto, nunca se pode esquecer, vem causando urticárias nas elites nacionais e internacionais).
A entrevista-bomba também será o tema desta coluna.
O enfoque, no entanto, não será a destreza, a rapidez de raciocínio, o preparo e a agilidade verbal já sobejamente conhecidos em Lula, mas, sim, o desespero das elites revelado, não só pelas perguntas elaboradas cientificamente segundo projeto (mau sucedido, diga-se de passagem) com objetivo de embaraça-lo (embaraçar Lula), mas, também, pela forma truculenta e grosseira como os jornalistas a conduziram [conduziram a entrevista].
De fato, agindo como se fossem delegados de polícia arbitrários e precisassem seguir um interrogatório escrito por terceiros, sem liberdade para modificar perguntas (eliminando-as ou ajustando-as em função das respostas já recebidas), os jornalistas da Globo encenaram um triste episódio da história do jornalismo brasileiro.
Tratando o presidente da república de forma desrespeitosa, ao invés de aproveitar a oportunidade para discutir as propostas de governo por ele apresentadas (e/ou não apresentadas) na plataforma eleitoral da sua recandidatura, limitados a ler o questionário previamente preparado pela direção do Grupo Globo, os jornalistas protagonizam cenas patéticas, insistindo em questionamentos já respondidos (sobre Lulinha, por exemplo, a mesma pergunta foi feita quatro vezes) e, diga-se de passagem, sobre assuntos alheios à campanha e à sua alçada.
Na realidade, a forma como o Grupo Globo tratou a entrevista ao presidente Lula, tentando aproveitá-la para torpedear a sua imagem [imagem do presidente Lula], deixou claro o desespero das elites diante da consolidação da sua provável vitória no primeiro turno das eleições presidenciais para o cumprimento de mais quatro anos à frente dos destinos do Brasil.
O papelão mostrado ontem pela Globo provou que o Powerpoint contra Lula mostrado pela jornalista Andréia Sadi dias antes não teve origem acidental.
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