Hoje começa o julgamento do chamado Núcleo Crucial da trama golpista do Oito de Janeiro.
Cumprindo a fase final do processo, pessoalmente ou não, os golpistas Jair Bolsonaro, Augusto Heleno, Mauro Cid, Almir Garnier, Anderson Torres, Paulo Sérgio Nogueira e Alexandre Ramagem estarão diante dos juízes da primeira turma do Supremo Tribunal Federal (STF) e, seguramente, serão condenados a longas e merecidas temporadas na prisão.
Este julgamento tem evocado muitas questões, inclusive a renitência do Bolsonarismo (em clara indicação de que a extrema-direita conseguiu idiotizar parte da sociedade brasileira) e o silêncio das autoridades policiais e judiciais sobre os bandidos endinheirados que financiaram a tentativa de golpe.
Com efeito, onde está o inquérito (se é que existe algum) sobre os financiadores do golpe? Provavelmente, se esquadrinhar a operação ‘Carbono Oculto’ com a lupa certa, um observador mais atento vai descobrir que, no meio dos bandidos do PCC, da FariaLima e da turma do álcool, também devem estar financiadores do Oito de Janeiro.
De qualquer forma, enquanto uma varredura mais completa não puder constatar o envolvimento daquele pessoal com a tentativa de golpe (que, conforme mostra a ação da extrema-direita nos ambientes políticos e nas redes sociais, continua), a Política Federal poderia dar seguimento aos inquéritos pendentes, pois é inconcebível a ausência de nomes como o de Luciano Hang dos processos judiciais sobre a trama golpista.
A sociedade brasileira merece saber quem financiou o Oito de Janeiro e estas pessoas merecem ser julgadas com o rigor cabível aos outros golpistas.
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