Entre os dias 01 de janeiro de 2019 e 01 de janeiro de 2023, a presidência da república do Brasil foi ocupada por um senhor chamado Jair Messias Bolsonaro, cuja vida teria passado em brancas nuvens se não fossem as fragilidades, deficiências e descompassos espirituais, intelectuais, cognitivos, psicológicos e psiquiátricos que, contrariando todos os diagnósticos e prognósticos, o levaram a ganhar destaque e chegar onde chegou.
Com efeito, navegando a conjunção astral criada provavelmente por arte do mais eutrapélico dos demônios, depois de ser forçado a deixar o Exército, o bunda-suja (dizer do general-presidente Ernesto Geisel) entrou para a política e, com o apoio do crime organizado e da extrema-direita, chegou ao mais alto cargo da república (os livros de política se referem ao clima decorrente da campanha golpista para barrar o governo humanista de Dilma Rousseff e outras situações igualmente criadas pelo tal demônio).
De qualquer forma, por quatro anos, infelizmente, o bunda-suja presidiu o Brasil.
Foram os quatro anos mais desastrosos da história do País – 700 mil vidas foram ceifadas pelo avanço livre impulsionado pelo negativismo científico do coronavírus, avanços econômicos, sociais, comerciais e diplomáticos foram anulados, políticas públicas foram abandonadas, o crime organizado ampliou as atividades, o equilíbrio entre os Poderes da República foi comprometido pelos ataques feitos ao Judiciário e pela transferência de parte do orçamento ao Legislativo, as políticas ambientais foram feridas brutalmente, o ódio entre as pessoas foi estimulado, o patrimônio público foi dilapidado por um desonesto e irracional programa de desestatização, um golpe de Estado foi tentado, etc. etc. etc.
A cada dia, o País toma conhecimento de novos desmandos e absurdos cometidos durante o mandato do bunda-suja.
Chega agora a notícia que Jair Bolsonaro usava os cofres do Palácio da Alvorada para guardar, não apenas joias desviadas das coleções oficiais, mas, também para manter um arsenal ilegal (esta semana, a Polícia Federal admitiu estar em curso uma investigação sobre dois cofres localizados no Palácio da Alvorada usados para guardar pistolas e fuzis pelo ex-presidente Jair Bolsonaro).
Que mente doentia poderia imaginar este tipo de uso para cofres da presidência da república?
Apesar dos mandos e desmandos de Jair Bolsonaro, o Brasil sobreviveu em clara demonstração de que a loucura de um presidente e a desonestidade dos seus parceiros são insuficientes para destruir os sonhos de bem-estar social, de soberania nacional e de prosperidade alimentados pela população do país.
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