Pouco preocupado com a identificação, equacionamento e apresentação de soluções para o problemas que acometem o Povo e o País – desdenhando a possibilidade de, quem sabe, criar um tipo de governo-sombra como fazem as oposições consequentes e responsáveis -, a oposição brasileira só se preocupa em atrapalhar o governo e, sempre que pode, usufruir facilidades.
Com efeito, de um lado, qual uma matilha oportunista, agindo como chantagista (que, de fato, é), a turma do Centrão parece preocupada apenas em criar dificuldades que justifiquem a elevação do ‘preço’ do seu apoio, de outro [lado], dando curso à postura negativista própria do seu jeito-de-ser, a extrema-direita age exclusivamente para atrapalhar, criando toda a sorte de problemas capazes de dificultar a administração pública.
Para este pessoal, vale qualquer coisa, pouco importando os malefícios subjacentes decorrentes da sua ação (ou inação).
Uma característica notável daquela turma é a desonestidade intelectual, com aplicação de ‘pesos diferentes para avaliar situações semelhantes’ ou por adotar posturas que condena nos outros.
Veja, por exemplo, o caso do pastor-deputado Sóstenes Cavalcante, líder do PL (partido de Bolsonaro, reduto partidário da extrema-direita), que, enquanto vocifera discursos moralista pleno de indultos e acusações à Esquerda, comete toda a sorte de imoralidades, conforme ficou claro na Operação Galho Fraco deflagrada pela Polícia Federal (PF) para investigar desvios de recursos públicos de cotas parlamentares (além de Sostenes Cavalcante, a PF fisgou falcatruas armadas pelo deputado bolsonarista Carlos Jordy, que também revelou-se um belo ‘gatuno-esperto’).
De qualquer forma, o caso Sóstenes Cavalcante é representativo do comportamento-padrão dos bolsonaristas e indica a hipocrisia irresponsável como aquela banda atua na política.
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