Embora alguns já soubessem (inclusive eu), pouca gente podia imaginar que o mar de lama nos governos de Michel Temer (reinado de gente como Eliseu Padilha e Moreira Franco) e de Jair Bolsonaro fosse tão vasto e profundo.
Pois é.
A operação realizada ontem pela Polícia Federal (PF) informou à sociedade brasileira que, mediante uma propina mensal de R$ 500 mil (um valor superior a 300 vezes àquilo que recebe a maioria dos aposentados no País), o senador Ciro Nogueira servia como despachante de luxo do Banco Master, cumprindo à risca as determinações de Daniel Vorcaro.
Mas, afinal de contas, quem é Ciro Nogueira?
Resumidamente, no dizer da jornalista Miriam Leitão, ‘Ciro Nogueira é o homem forte da família Bolsonaro’. A julgar pelo currículo – ex-ministro-chefe da Casa civil de Bolsonaro, senador, deputado federal por quatro mandatos, presidente do Partido Progressista e candidato preferencial para a posição de vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro – Ciro Nogueira é um bandido de primeira grandeza.
De tão volumosa, a mesada paga ao corruptão leva muitas pessoas ao erro de imaginá-lo como o maior corrupto do círculo mais íntimo do governo Bolsonaro.
Ledo engano!
De fato – apesar de bandido bem galardoado, junto da turma que conduziu o programa de desestatização do governo Bolsonaro -, Ciro Nogueira atinge apenas o patamar dos nanicos.
Aliás, quando reconhecer o governo Bolsonaro como ‘o mais corrupto de todos os tempos’, a História vai desnudar grandes roubos e mostrar detalhes da rapina feita pelos chamados ‘homens do presidente’.
Nesta galeria, junto com Ciro Nogueira, está gente como Ônix Lorenzoni, Artur Lira, Paulo Guedes, Roberto Campos Neto, Adolfo Sachsida e muitos outros.
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