Ontem, contra a vontade da extrema-direita (que chegou a apresentar substitutivos e projetos-de-lei em sentido contrário), a Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim à jornada de trabalho 6×1, estabelecendo uma [jornada de trabalho] de 40 horas semanais em cinco dias com dois de descanso, sem redução no salário (no 1º turno, foram 472 votos a favor e 22 contra e no 2º turno com 461 votos a favor e 19 contra).
A proposta aprovada não foi exatamente aquela desejada pelo governo Lula ou pelos setores progressistas, pois incluem um período de transição.
Mesmo assim, representa um grande avanço nas relações que regem o mundo do trabalho e o afasta do regime de escravatura desejado pela extrema-direita. Por pressão do Centrão, o texto aprovado prevê uma transição e leis específicas para tratar de algumas carreiras e, ainda, estabelecer condições e hipóteses de regimes diferenciados.
Ainda é cedo para a comemoração dos trabalhadores, pois, para ser promulgada, a PEC precisa ser aprovada pelo Senado, onde vai enfrentar nova onda de firme resistência da extrema-direita.
De qualquer forma, a decisão da Câmara dos Deputados representou um grande avanço na luta por melhores condições para a classe trabalhadora.
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