Desde o começo da semana, a população das cidades de Ubá e Juiz de Fora, na zona da Mata de Minas Gerais, vive a catástrofe provocada pela intensidade das chuvas que, nos termos da vontade dos céus, resolveram cair de forma concentrada na região, provocando uma grande devastação com a destruição de centenas de moradias e morte e desaparecimento de dezenas de pessoas.
Em momentos com este, há a necessidade de o Estado se fazer presente, inicialmente, com o suporte material à população vitimada e, na sequencia, com os investimentos necessários à restauração da base física das comunidades e ao restabelecimento da normalidade da vida.
E aí salta aos olhos a diferença existente entre os governos de índole liberal e aqueles inspirados pelo humanismo.
Com efeito, tal como fez o governo de Jair Bolsonaro (que, nos seus tempos de presidente, cortou 95% do orçamento reservado para o enfrentamento de desastres naturais), o governador Romeu Zema cortou 96% das verbas destinadas à prevenção e controle das tragédias provocadas pelas chuvas de verão, reduzindo-as (as verbas) a apenas R$ 6 milhões e, por consequência natural, comprometendo a ação do governo estadual.
Ainda bem que, inspirado pelo humanismo e valores ‘de esquerda’, o presidente Lula restaurou parte do orçamento setorial zerado pelo antecessor Bolsonaro, dando condições ao governo federal de atuar na região afetada, compensando a imobilidade objetiva do governo Zema (que limitou-se a decretar luto por três dias).
Com efeito, já no dia seguinte às chuvas mais intensas, além de enviar uma unidade da força nacional do SUS, estabelecer situação calamidade e mandar uma equipe à Zona da Mata para avaliar as condições das cidades da região vitimada, o governo federal anunciou a liberação de recursos financeiros em caráter emergencial. Como acontece em todas as situações (rigorosamente todas), ao invés de oferecer solução para os problemas que afetam a sociedade, o Liberalismo os agrava.
Não seria diferente com as catástrofes de natureza ambiental, especialmente porque, em função da concentração de riquezas advindas naturalmente pelo Liberalismo, sem alternativas econômicas, as populações mais pobres são forçadas a residir em regiões inadequadas, como encostas perigosas ou áreas alagadiças, sendo, normalmente, as primeiras vítimas das calamidades.
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