O imbróglio envolvendo o Banco Master – uma nuvem fedorenta sem qualquer qualidade – está longe de ser superado, não só por conta da obstinação gananciosa do banqueiro Daniel Vorcaro (que está investindo mundos e fundos para converter em limonada o limão que tem nas mãos), mas, também, por conta do medo de que sua eventual delação premiada [delação de Daniel Vorcaro] possa arrastar meio-mundo de gente para a desgraça e jogue por terra antigos e rentáveis esquemas de corrupção.
São jogos que ainda estão sendo jogados e, ao que parece, alguns estão no começo.
De qualquer forma, já é possível a inferência de algumas conclusões, inclusive que a chamada ‘independência’ do Banco Central não é tão sólida como querem fazer parecer os banqueiros (dos quais depende o ‘Banco Central independente).
De fato, movido pelos piores interesses, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jhonatan de Jesus (um ministro advindo da bancada bolsonarista da Câmara dos Deputados e, ao que parece, cooptado pelo exército montado para defender os interesses indefensáveis de Daniel Vorcaro) determinou uma ‘rigorosa inspeção’ no Banco Central para apurar irregularidades no processo que levou à decretação da liquidação do Banco Master, abrindo caminho para a reversão da medida ou para o pagamento de indenização ao ‘banqueiro prejudicado.
Foi um Deus-nos-acuda! Orquestrada pela FEBRABAN, a mídia corporativa botou a boca no trombone e só parou de gritar quando o TCU recuou e suspendeu a inspeção determinada pelo Jhonatan de Jesus.
Este foi um episódio extremamente significativo, pois, embora nada tenha de republicano, deixou claro que a ‘independência’ do Banco Central não é tão independente assim…
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