Se, mesmo com a reação histérica de O Globo, alguém ainda tinha dúvidas sobre a eficácia da Campanha pela Moralização Cívica do Congresso Nacional, o ingresso do banqueiro ultraliberal Roberto Campos Neto na tese ‘nós contra eles’ dirime qualquer uma delas.
De fato, ontem, instado pelos colegas completamente acuados pela série de filmetes que denunciam a cumplicidade do Congresso Nacional com as elites financeiras e cobram justiça tributária, em entrevista arranjada às pressas pela Folha de S.Paulo (jornal que ocupa posição-chave no aparato porta-voz da FariaLima), o ex-presidente de Banco Central (indicado por Jair Bolsonaro) e vice-presidente do Conselho de Administração e Chefe Global de Políticas Públicas do Nubank (cargo que passou a ocupar tão logo expirou a quarentena exigida em lei) Roberto Campos Neto teve o desplante de dizer que “o IOF não é imposto para ricos e seu aumento encarece produção” e (pasme!) mais adiante criticou a “obsessão da esquerda com igualdade e não com diminuição da pobreza”.
Era só o que faltava. A opinião do ultra-liberal Roberto Campos Neto, legítimo herdeiro ideológico do velho Bob Fields, apenas reforça o acerto e necessidade da campanha pela mobilização cívica do Congresso Nacional.
A campanha precisa prosseguir e ser intensificada de modo a que todos os brasileiros tomem conhecimento do descaso do Congresso Nacional com a justiça tributária e com o bem-estar da população brasileira de modo a expurgar a vida pública dos políticos capachos das elites financeiras do País.
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