Finalzinho da semana passada, a Casa Branca anunciou os nomes convidados por Donald Trump para integrar o chamado ‘Conselho da Paz’, que, segundo quer o presidente dos Estados Unidos, ‘supervisionará a governança temporária de Gaza’.
O anúncio se insere no vasto rol de presunções associadas ao grande pirata.
Observe a lista dos conselheiros da paz proposta do Donald Trump: o secretário de Estado dos Estados Unidos Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, o genro Jared Kushner, oligarca Marc Rowan, o presidente do Banco Mundial Ajay Banga, o seu assessor especial Robert Gabriel ex-enviado da ONU para o Oriente Médio Nickolay Mladenov (ao qual está reservado o papel de ‘alto representante para Gaza’) e um grupo de personalidades mundiais, entre as qual estão os presidentes do Brasil, da Argentina, do Paraguai, da Índia, Turquia e Egito.
Parece piada.
Especialmente porque, nos termos mercantilistas colocados pelo velho pirata, a confirmação do convite para participação no tal ‘conselho da paz’ está condicionada ao pagamento de uma vultosa soma, que pode atingir a estonteante soma de US$ 1 bilhão para os interessados em nele ocupar um ‘lugar permanente’.
Surgem perguntas como: se o tal Conselho da Paz pretende supervisionar ‘a governança temporária de Gaza’, como oferece um ‘lugar permanente’ àqueles dispostos a pagar US$ 1 bilhão? Qual opinião dos Palestinos sobre esta armação? E a ONU?
Este tal ‘Conselho da Paz’ parece ser mais uma arapuca armada pelo presidente dos Estados Unidos.
Mais uma cilada destinada a tentar fazer o mundo de bobo.
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