Há tempos, durante as discussões do PL da Fakenews (que dormita boicotado em alguma gaveta da Câmara dos Deputados), acusando o deputado-relator Orlando Silva de atentar contra aquilo que chama de ‘liberdade de expressão’, num laivo de sinceridade referida à bancada do Partido Liberal, o então deputado Eduardo Bolsonaro resumiu a angústia dos seus colegas e confessou (com todas as letras): “se não pudermos mentir, como vamos nos eleger?”.
Dudu Bananinha disse tudo.
Como não formula propostas para nenhuma das áreas de interesse da sociedade, a extrema-direita baseia o seu proselitismo político apenas em mentiras e em campanhas difamatórias igualmente mentirosas.
Nestes últimos dias, por exemplo, em clara amostra do tipo de propaganda eleitoral que norteará a sua campanha presidencial, o senador Flávio Bolsonaro aparece em filmete no qual, na sequência de um corte descontextualizado do presidente Lula dizendo a frase ‘pobre não precisa estudar’, faz ácida crítica e, após ‘condenar o descompromisso do PT com a educação’, se oferece como solução.
Um escárnio! Especialmente se considerarmos que – em contraponto a Bolsonaro, cujo (des)governo se notabilizou também pelo abandono da Educação e da Cultura – a gestão Lula vem fazendo grandes investimentos nos setores, inclusive alguns com objetivo de viabilizar a permanência dos jovens nas escolas e o ingresso no ensino superior.
Além de ofender os bons modos, pois se encora em ‘coisa feia’, a peça publicitária da campanha de Flávio Bolsonaro, além de caluniosa e enganosa, é super-perigosa, pois indica que há a possibilidade de um mentiroso vir a governar o País.
Ao contrário daquilo que pensa a extrema-direita, a mentira deve ser condenada e não pode servir como método regular de trabalho.
A lei precisa ser modificada de modo a impor limites à chamada ‘liberdade de expressão’ e banir a mentira como instrumento de proselitismo comercial, publicitário, político, econômico ou eleitoral.
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