Os bolsonaristas formam um grupo completamente alheio às coisas capazes de produzir o bem.
Quando agem, o fazem em benefício próprio ou para prejudicar pessoas e projetos dotados de algum mérito.
O interessante é que, como têm pouco respeito às leis, quando agem em causa própria, normalmente cometem crimes ou infrações (daí o expressivo número de bolsonaristas encalacrados com a Justiça). Quando, por sua vez, agem em prejuízo de outrem, de tão rasteiros, costumam exercitar o efeito-bumerangue que termina por atingi-los.
De fato, como o País viu nos casos das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI’s) do Oito de Janeiro e do INSS (por eles criadas para gerar embaraços ao governo Lula e que alvejaram severamente personalidades e redutos bolsonaristas), o famoso tiro-no-pé vem sendo incorporado a dinâmica dos bolsonaristas.
Nos dias correntes, a partir de iniciativa do senador bolsonarista Eduardo Girão, a oposição decidiu criar uma CPI para investigar o Caso Master, já tendo alcançado o número mínimo de assinaturas necessário para a convocação.
Muito provavelmente, ao ter a ‘brilhante’ ideia, o bolsonarista imaginou uma forma, não só de colocar o governo em saia justa, mas, também, de descobrir (ou inventar) alguma irregularidade no processo de liquidação determinado pelo Banco Central e, assim, abrir caminho para justificar um pedido de indenização pelo trambiqueiro Daniel Vorcaro.
Acontece que, sabendo da densidade da sujeira que enlameia o caso – atingindo figuras proeminentes como o senador Ciro Nogueira, os deputados Hugo Motta e Arthur Lira, os governadores Cláudio Castro e Ibaneis Rocha e tantos outros trambiqueiros de casaca -, dificilmente o senador-presidente Davi Alcolumbre vai instalar a tal CPI.
De qualquer forma, se vier a ser instalada (e eu estou torcendo por isso), além de desnudar a ladroagem que sustenta muitos bilionários, a CPI do Banco Master vai desmascarar a imundice do mercado financeiro acobertada pelo senhor Roberto Campos Neto.
Será que o mundo bolsonarista está pronto para mais este tiro no pé?
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