Nestes tempos de conectividade imediata, a Humanidade experimenta um regime de instabilidade que segue o ritmo do vai-e-vem daquilo que se sabe (ou pensa que sabe).
De fato, sujeita às interferências das Fakenews e das narrativas críveis, a verdade passou a ser uma espécie de jogo de resultado incerto, [um jogo] daqueles que, muitas vezes, nem mesmo o distanciamento histórico consegue esclarecer.
Veja, por exemplo, a situação da Europa, que, apesar de ver e ouvir pronunciamentos do presidente Donald Trump [um mentiroso de marca maior], ainda não concluiu se está sob ameaça real, em incerteza que coloca dúvidas se deve ou não levar adiante a ideia de realizar exercícios militares na Groenlândia, se deve ou não suspender o acordo tarifário recentemente firmado com os Estados Unidos.
A situação no Brasil, claro, não é diferente. Atualmente, o caso mais notório de desinformação envolve a liquidação do Banco Master e de outras arapucas associadas ao trambiqueiro Daniel Vorcaro (que chegou a contratar um exército de influencers para mobilizar a opinião pública na direção dos seus interesses).
A dança das narrativas criou uma densa e complexa teia de informações, de desinformações e, mesmo, de deformações, que, na prática, nega ao observador comum as mínimas condições para a formação de opinião razoavelmente embasada.
Neste caso, o jogo é especialmente pesado e, como envolve bilhões e bilhões de reais, não poupa nada, nem ninguém.
Veja, por exemplo, a situação do ministro Dias Toffoli, que ‘convencido’ pelos advogados de defesa do trambiqueiro Daniel Vorcaro, avocou as investigações sobre o Banco Master para o Supremo Tribunal Federal (STF) e assumiu o seu controle, determinando imediatamente rigoroso sigilo sobre o processo e, nessa esteira, despertou suspeitas de que estaria ‘no bolso’ do espertalhão.
Na realidade, de tão pesado, pouco se sabe sobre aquilo que a névoa encobre.
A confusão é grande.
Agora vem à tona que, por trás da campanha difamatória contra Dias Toffoli está ex-senador [e tão trambiqueiro quanto Daniel Vorcaro] Luiz Estevão, que estaria perturbando o processo por interesses próprios.
Pelo bem ou pelo mal, Dias Toffoli determinou a execução imediata de uma pena de três anos e seis meses de prisão que pesa contra o ex-senador.
Enquanto isso, atônita, a sociedade assiste a movimentação dos cachorros grandes, que latem, rosnam e mordem sem dar indicadores concretos sobre aquilo que, de fato, os motiva.
Tempos malucos, estes, marcados pela desinformação e deformação da informação.
Leia mais em
www.alexandresanttos.com.br
a reprodução é permitida e desejável, especialmente se a fonte for registrada

