Nos últimos dias aconteceram alguns episódios que, se a dinâmica politica seguisse a vontade já externada pelo Centrão e pela representação da extrema-direita na Câmara dos Deputados, não teriam ocorrido.
De fato, os deputados Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Cabo Gilberto Silva (PL-PB) não teriam sido indiciados pela Polícia Federal pela calúnia e difamação feita contra o delegado federal Fábio Alvarez Shor, que atuou em inquéritos sobre crimes cometido por Jair Bolsonaro; o deputado federal Euclydes Pettersen Neto (Republicanos-MG) e o deputado estadual maranhense Edson Cunha de Araújo (PSB-MA) não teriam sido alvo dos mandados judiciais de busca e apreensão autorizados pelo ministro André Mendonça contra os ladroes do INSS: e a Procuradoria-Geral da República (PGR) não teria pedido a condenação dos deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE) ao Supremo Tribunal Federal (STF) por organização criminosa e corrupção passiva. Com efeito, nos termos da PEC da Impunidade (aprovada pela Câmara dos Deputados e, graças a mobilização popular, já arquivada pelo Senado), os parlamentares estariam blindados e poderiam cometer quaisquer crimes.
Aliás, a julgar pelas deturpações introduzidas pelo deputado Guilherme Derrite na Lei Anti-facção proposta no projeto-de-lei encaminhado pelo governo Lula, pela vontade do Bolsonarismo, além dos parlamentares, o alto comando do crime organizado do País também gozaria de imunidade.
No mundo sonhado pela turma de Bolsonaro-Tarciso-Derrite os longos braços da Justiça e da Polícia só alcançam os pobres, pretos e periféricos.
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