Há alguns anos, assustada com a enormidade dos descalabros fora do alcance da Lei cometidos no âmbito da presidência da república, em desabafo cívico, a jornalista Natuza Nery afirmou “O Brasil não está preparado para Jair Bolsonaro”.
Na realidade, na esteira do 00 Jair havia muita coisa para as quais ‘o Brasil não estava (e não está) preparado – coisas, não só vinculadas ao clã Bolsonaro, aos bolsonaristas, ao Partido Liberal (PL) e ao funcionamento criminoso da extrema-direita no Brasil, mas, também, às agressões externas.
Vale o registro de que, só a partir de abril deste ano, o Brasil passou a contar com uma Lei de Reciprocidade, que autoriza o governo a retaliar barreiras comerciais ou outras medidas tomadas no estrangeiro em prejuízo da economia nacional.
No mais, se observa a impotência do Estado brasileiro a reagir com firmeza e presteza, a gestos lesa-pátria – como aqueles cometidos por Eduardo Bolsonaro, que, de forma clara e acintosa, insufla agressões dos Estados Unidos contra o Brasil, [cometidos] pelo Partido Liberal, que apoia abertamente as medidas de Donald Trump contra o País -, e, também, as agressões externas contra a soberania nacional, sobretudo com o constrangimento a autoridades brasileiras com o objetivo de interferir nos negócios internos do Brasil.
As atuais ameaças que pairam sobre o Brasil, indicam a necessidade de a Lei brasileira ser atualizada, de modo a dar agilidade, firmeza e severidade às reações do governo às agressões internas e externas a soberania nacional.
É evidente que não será este ‘Congresso Inimigo do Povo’ que fará os ajustes necessários à Lei, mas, nem por isso, deixam de ser necessários.
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