O sábado 22 de novembro de 2025 começou quente. Logo cedo – enquanto eu escrevia uma crônica com ilações sobre o local no qual Jair Bolsonaro deveria ser preso para cumprir a condenação por ter comandado a tentativa de golpe de Estado ocorrida em 2022/2023 -, veio a notícia da sua prisão preventiva [prisão preventiva de Jair Bolsonaro].
Com efeito, pontualmente às 6h, cumprindo mandato de prisão emitido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com a discrição possível, agentes bateram a porta da casa no Condomínio Solar de Brasília e, convertendo a prisão domiciliar em prisão preventiva, conduziu Jair Bolsonaro à sede da Superintendência da Polícia Federal (PF).
Nos termos colocados pelo ministro Alexandre de Moraes, a captura de Jair Bolsonaro ocorreu sem alarde e ele foi conduzido sem algemas e sem exposição.
O que teria levado o ministro Alexandre de Moraes a decretar a prisão preventiva de Jair Bolsonaro (esta prisão é de natureza preventiva, sem ser ainda o início do cumprimento da prisão a que ele foi condenado pela trama golpista)?
A versão oficial é de que o ministro teria decidido pela prisão em decorrência de uma vigília convocada pelo primogênito Flávio Bolsonaro em frente ao condomínio, o que configuraria “altíssimo risco para a efetividade da prisão domiciliar decretada e põe em risco a ordem pública e a efetividade da lei penal”.
Mas não foi apenas isso. Na realidade, em plano cujos detalhes foram acertados na véspera pelo deputado Nicolas Ferreira, Jair Bolsonaro aproveitaria uma confusão provocada por ocasião da tal vigília convocada pelo 01 Flávio para fugir e se refugiar na embaixada da Argentina.
Acontece que, ávido para fugir, o velho Bolsonaro se precipitou e, às 0h08 deste sábado, subestimando a competência da Polícia Federal, rompeu o lacre da tornozeleira eletrônica.
Imediatamente, um zunido acendeu os alertas na Superintendência da PF, demarrando o protocolo – Alexandre de Moraes foi avisado e aconteceu aquilo que todos já sabem.
Provavelmente, a extrema-direita vai tentar aproveitar o episódio para impressionar a sobrevida adquirida com a carnificina do Alemão-Penha. Analistas experimentes, no entanto, dizem que, cansada de tanta trapalhada e procurando novas lideranças, a extrema-direita vai aproveitar a deixa para se livrar dos Bolsonaros.
Vamos ver o que vai acontecer nos próximos dias,
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