Com apreciável impulso dado, especialmente, pela chamada mídia corporativa – com destaque para o trabalho sujo feito por jornalistas-mercenários, com a tal Malu Gaspar -, no embalo da milionária campanha de desinformação custeada pelos bilhões de Daniel Vorcaro, o noticiário sobre o Caso Master está completamente turvo e, à primeira vista, já alvejou muita gente que se imaginava blindada contra fofocas e disse-me-disses.
Mesmo assim, não há como apagar o mega-trambique construído no entorno do Banco Master (já considerado ‘o maior do sistema financeiro brasileiro’ em todos os tempos – perdendo apenas para o papel da taxa Selic na construção da divida pública),
[como apagar] a mentoria criminosa do próprio Daniel Vorcaro;
[como apagar] a omissão cúmplice de Roberto Campos Neto;
[como apagar] a coautoria do pastor e cunhado Fabiano Zettel;
[como apagar] o envolvimento da pastora e irmã Natália Vorcaro;
[como apagar] a preferência eleitoral da família Vorcaro, que investiu R$ 3 milhões na campanha de Jair Bolsonaro e investiu R$ 2 milhões na campanha de Tarcisio de Freitas;
[como apagar] o envolvimento da Igreja Batista da Lagoinha, do pastor André Valadão;
[como apagar] a parceria criminosa do senador Ciro Nogueira, que apresentou um projeto-de-lei para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) dos atuais R$ 250 mil para R$ 1 milhão (por CPF);
[como apagar] o desastrado papal cumprido pelo ministro Dias Toffoli, que tentou usar a força do Supremo Tribunal Federal (STF) para obstruir as investigações da Polícia Federal (PF);
[como apagar] o estranho interesse do ministro do TCU Jhonatan de Jesus em reverter as decisões do Banco Central;
[como apagar] a destacada participação dos governadores Ibaneis Rocha (DF) e Cláudio de Castro (RJ);
[como apagar] a cumplicidade de figuras como Jocildo Lemos, ex-presidente da Amapá Previdência (Amprev), Deivis Antunes, ex-presidente do Rioprevidência, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB);
[como apagar] aquilo que já é do conhecimento público.
Naturalmente, sempre haverá o risco da construção de narrativas e releituras históricas com objetivo de modificar o entendimento sobre aquilo que foi, de fato, feito.
Ao que parece, além de desviar a atenção de bandidos ainda não citados nas investigações (limitando o ‘estrago’ àquilo já atingido), a grande cortina de fumaça erguida pela mídia visa outros alvos.
De qualquer forma, tendo em vista a dimensão já assumida pelo caso, mesmo que – apesar dos impedimentos éticos decorrentes da sua condição de pastor evangélico, ex-colega de ministério de alguns dos envolvidos e chapa da turma do Centrão – o ministro André Mendonça continue à frente da relatoria das investigações do Caso Master, não terá como alterar o curso das coisas, a não ser que, como um dia afirmou o então senador Romero Jucá, haja um conluio geral ‘com Supremo, com tudo’.
A sociedade pensante precisa manter o caso sob lupa potente, pois os trambiqueiros vão fazer de tudo para escapar, sem devolver (ou devolvendo pouco) aquilo que roubaram.
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