Estava tudo pronto: banda contratada, cerveja no gelo, garçons à posto, tudo preparado.
Finalmente, o quadrúpede seria enjaulado, deixando o regime de acompanhamento por tornozeleira eletrônica, a prisão domiciliar para entrar na merecida prisão preventiva em antessala do regime fechado a que, seguramente, será condenado no próximo julgamento que o aguarda (o quadrúpede está indiciado em muitos inquéritos e muitos julgamentos o aguardam).
Com efeito, depois do novo indiciamento pela Polícia Federal (dessa vez, juntamente com o filho 03 Eduardo e o pastor Silas Malafaia, por coação a autoridades responsáveis pela ação penal do golpe de Estado), da descoberta de preparativos para fuga para Argentina, da useira e vezeira violação das medidas restritivas impostas pelo STF e do recebimento suspeito de R$ 30 milhões, tudo levava a crer que, dessa vez, Jair Bolsonaro receberia voz de prisão preventiva.
Tanto ele merece que a Polícia Federal chegou a preparar uma cela especial para abrigar o ex-presidente da República na Superintendência em Brasília em eventual prisão em regime fechado – uma sala com banheiro privativo, cama, mesa de trabalho, cadeira e televisão.
Mas, revelando extrema condescendência, o ministro Alexandre de Moraes resolveu dar nova chance ao bandidão. Não há problema.
Como no clássico ‘Quando setembro vier’, a festa foi adiada por alguns dias.
Aliás, diz a sabedoria popular que a expectativa faz parte do prazer.
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