O tratamento que a extrema direita recomenda para enfrentar a violência é o uso de ‘mais violência’ – um tratamento que, na prática, como resultado objetivo, produz mais violência.
Ontem, em demonstração de completa incompetência (no dizer da maioria) ou de uma possível cumplicidade com o crime organizado (no dizer de alguns que se dizem bem informados), o governo bolsonarista do Rio de Janeiro converteu a Cidade Maravilhosa em uma praça de guerra.
Com efeito, sob o argumento de cumprir mandatos de prisão contra meliantes do Comando Vermelho (CV), o governo estadual mobilizou 2.500 homens fortemente armados para realizar uma tal Operação Contenção, que alcançou o galardão de ter sido ‘a ação policial mais letal da história da cidade’ – já nas primeiras horas, a violência policial provocou a morte de 68 pessoas (a imprensa internacional afirma ter sido mais de cem assassinados), incluindo quatro militares, ferimentos em centenas de outras [pessoas], inclusive moradores que nada tinham a ver com a confusão.
Embora não tenha dado qualquer contribuição ao enfrentamento do crime, a carnificina horrorizou o mundo civilizado e colocou o Rio de Janeiro no noticiário internacional.
A violência foi tão grande que, momentaneamente, ONU ‘esqueceu’ de Gaza para distribuir um nota na qual pede às autoridades cariocas “atenção a suas obrigações perante o direito internacional”.
Considerado números relativos, com a matança de ontem, o governador Cláudio Castro está em patamar semelhante ao dos grandes assassinos, rivalizando com bandidos sanguinários como Benjamin Netanyahu e George W. Bush.
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