Ontem, à guisa de resposta à opinião pública pela carnificina realizada pelas forças de segurança do Rio de Janeiro e ‘melhorar a integração entre as esferas federal e estadual’, o ministro da Justiça e da Segurança Pública Ricardo Lewandowski e o governador Claudio Castro anunciaram a criação de um ‘escritório emergencial para enfrentar o crime organizado no estado’, o qual, segundo disseram, terá a coordenação será compartilhada entre o secretário nacional de Segurança Pública Mario Sarrubbo, e do secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro Victor Santos.
Uma providência para inglês ver e que nunca dará certo, não só pela duplicidade de comando, mas, principalmente, porque as esferas envolvidas pensam de forma diametralmente oposta em relação a questão da segurança pública.
Este é um fato real: enquanto o governador Cláudio Castro comemora as 121 mortes, considerando a Operação Contenção ‘um sucesso’ e só os policiais foram vítimas (os mortos civis não contam), Lula repudia a violência e diz que o enfrentamento ao tráfico deve atacar a estrutura financeira das facções.
Vale lembrar a recente operação da Polícia Federal em São Paulo, que procurou atingir o Primeiro Conselho da Capital (PCC) nos seus redutos da FariaLima.
Será que o governador Cláudio Castro (ou qualquer dirigente da Direita) aceitaria comandar um operação na FariaLima existente no Rio de Janeiro (cada Estado tem a sua FariaLima)?
A resposta é NÃO. Claro que NÃO.
Despreocupado com o combate ao crime, ele segue a lógica das elites e manda matar pobres, pretos e periféricos.
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