Lombroso foi um danado.
De fato, apresentado como psiquiatra, cirurgião, higienista, criminologista, antropólogo e cientista, Cesare Lombroso realizou estudos em ‘indivíduos delituosos’ escolhidos entre os piores encarcerados e doentes mentais, obtendo material para escrever a “Antropologia Criminal” – apontamentos dos traços físicos e mentais comuns aos piores bandidos e que constituiriam a essência do criminoso -, terminando por desenvolver a teoria segundo a qual a prática criminosa está sujeita às características físicas e psicológicas das pessoas, havendo, portanto, estigmas associados à fisionomia, anomalias cranianas que possibilitam a determinação de um potencial criminoso, ou seja, a determinação do ‘Delinquente Nato’.
Evidentemente, apesar do sucesso que fez (especialmente por facilitar a ‘solução’ de investigações e a descoberta de ‘culpados’, pois, nos termos lombrosianos, os mais esquisitos são naturalmente os principais suspeitos), a obra de Lombroso nunca obteve consagração científica pela impossibilidade de comprovação da existência do criminoso nato.
Pudera!
Lombroso que perdoe, mas dizer que alguém é potencialmente criminoso apenas com base na aparência física é, no mínimo, preconceituoso.
De qualquer forma, mesmo sabendo que a teoria de Lombroso não tem base científica, não se pode desconsiderar totalmente as observações feitas por ele.
Será que, ao ver a figura de Fabiano Zettel, alguém imagina estar diante de um pastor ou de um banqueiro? E Cláudio de Castro ou Ibaneis Rocha? Será que têm cara de governador de Estado?
Sei não, viu?
Se Fabiano Zettel, Cláudio de Castro e Ibaneis Rocha tivessem feito parte da pesquisa de Lombroso, a “Antropologia Criminal” teria sido menos criticada.
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