O Brasil está sob brutal ataque dos Estados Unidos – uma investida que, além das agressões verbais proferidas pelo próprio presidente Donald Trump, já lista a sobretaxa de 50% sobre produtos exportados àquele país, a tentativa de interferência na soberania nacional, o cancelamento de autorização para viagens de autoridades (aos EUA) e, até, a aplicação arbitrária da chamada Lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes.
Embora tenha como pano-de-fundo a cobiça norte-americana sobre as riquezas naturais presentes no território brasileiro, a defesa do dólar frente aos desejos dos BRICS e as condições de acesso ao mercado nacional, todos os ataques dos Estados Unidos ao Brasil apresentam de forma clara e explícita as digitais e as pegadas dos traidores brasileiros que insuflam e orientam as agressões da Casa Branca.
Com efeito, usando a insídia colaboracionista como repulsiva propaganda amplamente divulgada pelas redes sociais, o ainda deputado federal Eduardo Bolsonaro abandonou o mandato e, com malas e cuias, mudou-se para os Estados Unidos, de onde, com a ajuda de fugitivos da justiça brasileira, articula uma intensa campanha contra o governo do presidente Lula, envenenando a opinião pública com Fakenews e instigando ataques ao Brasil.
Aliás, como tudo nestes tempos marcados pela conectividade e pela inversão de valores, Eduardo Bolsonaro e seus cúmplices (entre os quais, o irmão Flávio e, até ser calado pela prisão domiciliar, o próprio pai Jair) fazem tudo às claras, fazendo da exposição na mídia, não só uma peça de auto-promoção (eles devem achar bonito serem conhecidos como traidores), mas, também, um elemento adicional da pressão sobre o governo brasileiro.
Pois bem.
Com tudo isso, pesquisa de opinião pública divulgada pelo instituto DataFolha aponta que para 35% das pessoas consultadas o presidente Lula é o culpado pelo Tarifaço (decretado por Donald Trump e instigado por Eduardo Bolsonaro). Segundo o DataFolha apenas 17% consideram Eduardo Bolsonaro culpado pelo Tarifaço (para 22% dos consultados, o culpado é Jair Bolsonaro).
Há alguma coisa errada com estes números. Se a pesquisa não tiver sido manipulada (o que é uma possibilidade), o brasileiro perdeu completamente a capacidade de interpretar a realidade, pois, considerado um nível básico de discernimento, diante de tudo o que a mídia mostra abertamente, não há como responsabilizar outra pessoa pelos ataques ao Brasil que não seja Eduardo Bolsonaro.
O resultado desta pesquisa de opinião do DataFolha é muito preocupante, pois, se não tiver sido manipulada (o que seria igualmente preocupante), revela que o sucessivo bombardeio de fakenews conseguiu idiotizar a sociedade brasileira, levando-a a uma posição da qual precisa ser resgatada com urgência para dar alguma chance ao País na luta pelo crescimento econômico, pela soberania nacional e pelo bem-estar social.
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