Muitos afirmam que, entre as profissões mais antigas, está a prostituição.
Deve ser mesmo, pois trabalha com um dos artigos mais desejados pelo Homem.
Com efeito, o sexo satisfaz um instinto básico e, neste sentido, ocupa um dos lugares mais prestigiados da escala de desejos humanos.
Naturalmente, com a (in)evolução dos tempos, assim como aconteceu com as demais profissões, surgiu a figura do Cafetão – um explorador que, na condição de ‘dono’ das prostitutas, intermedia os seus serviço, ganhando, naturalmente, uma comissão (cujo montante varia um função do tipo de relação entre o proxeneta e a profissional).
Vale registrar que, por razões de natureza cultural, tanto as prostitutas como os seus clientes são vistos de forma ‘atravessada’ pela sociedade (por isso, ninguém sai por aí proclamando orgulho da filha ser prostituta ou jactando-se ser cliente regular dos prostíbulos).
Na realidade, o conhecimento da relação das profissionais do sexo e [da relação] dos seus clientes, assim como, das suas especialidades e das suas preferências, constitui uma enorme fonte de poder.
É nesta perspetiva que deve sem compreendido o chamado Caso Epstein – um escândalo que decorre da divulgação dos arquivos do cafetão estadunidense Jeffrey Epstein, cuja clientela reunia grandes personalidades em ambas as pontas (tanto na ponta das prostitutas, quanto na ponta dos clientes).
Consciente do poder encerrado nas suas memórias (ao contrário de Odete, que, só em último caso, lembrava a existência do caderninho onde fazia anotações), Epstein resolveu abrir o bico e relacionar, numa ponta, clientes famosos como Donald Trump, Richard Branson, Bill Gates, Elon Musk, Andrew Mountbatten-Windsor e Lord Mandelson e, noutra ponta, acompanhantes como Sarah Ferguson, Luma de Oliveira e Luciana Gimenes entre outras.
Resultado, na bela manhã de 10 de agosto de 2019, os corpo suicidado de Jeffrey Epstein foi encontrado no Centro Correcional Metropolitano de Nova Iorque, onde cumpria pena por tráfico humano.
Enquanto isso, vivinha da silva, D. Odete continua a trabalhar sem fazer ameaças a ninguém, mas, mesmo assim, fazendo anotações no caderninho (que está cada vez mais gordo).
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