Completamente desmoralizado no país, mas decidido a cumprir a determinação do velho Jair e manter a candidatura presidencial até o fim, o senador Flávio Bolsonaro viajou para Washington na esperança de ser recebido por Donald Trump, de quem espera receber o apoio necessário e suficiente para derrotar Lula e chegar à presidência do Brasil.
Até agora, a Casa Branca não deu sinais de que o imperador vá recebê-lo, criando uma situação vexatória, mas que, como lado positivo, dá mais tempo para Flávio Bolsonaro treinar o discurso que pretende fazer.
Se ocorrer, o encontro de Flávio com Trump será muito interessante e, com um misto de vergonha e preocupação, a banda pensante da sociedade brasileira passa a imaginar coisas.
Se, em público, como fez no encontro da Conservative Political Action Conference (CPAC), em março de 2026, Flávio disse que “o Brasil é a solução para os Estados Unidos quebrar a dependência da China por minerais críticos, especialmente terras raras”, o que não diria falando reservadamente ao presidente estadunidense?
Além das terras raras, o que mais Flávio Bolsonaro vai oferecer aos Estados Unidos? A água doce da Amazônia e dos aquíferos brasileiros? Os minerais? A biodiversidade? A conversão do País no 51º estado dos Estados Unidos? Quem sabe.
Desprovido de qualidade sentimento nacionalista ou patriótico, Flávio Bolsonaro pode prometer (e cumprir a promessa) de entregar qualquer coisa.
À propósito, se vier a ser recebido por Donald Trump, Flávio vai declarar-se com um ‘I love you’ submisso, como fez o velho Jair ao conhecer pessoalmente o presidente dos Estados Unidos em setembro de 2019? Será que vai tratá-lo de ‘irmãozinho’, como fez com o parceiro Daniel Vorcaro, no encontro ocorrido em setembro de 2024? Será vai curvar-se com a mesura própria dos vassalos.
Provavelmente já informado da situação vivida por Flávio Bolsonaro no Brasil, dificilmente Donald Trump vai recebê-lo, devendo delegar a chatice para o secretário de Estado Marco Rúbio ou para outro funcionário graduado.
De qualquer forma, se a tal conversa vier a público no Brasil, a cova na qual a candidatura de Flávio Bolsonaro está enterrada ganhará mais alguns palmos de profundidade.
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