Deste a primeira enxurrada de bobagens, ainda no primeiro semestre do ano passado, ouvindo todo tipo de crítica, em opinião largamente veiculado, especialmente no Canal Arte Agora e nas minhas redes sociais, comentei que dificilmente o presidente Donald Trump completaria o segundo ano de mandato.
A justificativa era (e é) simples: o jeito Trump de ser estava afetando os negócios da nata das elites econômicas e aquela turma atura tudo, mesmos perder dinheiro – e, para quem ainda não atentou, é exatamente esta turma que manda nos Estados Unidos, inclusive na política e naqueles que dão sustentação ao governo Trump (e a qualquer outro governo estadunidense).
Pois bem.
Ontem, em gesto aparentemente desconectado do crescente movimento no Congresso que pretende declarar a incapacidade de Donald Trump para o exercício da presidência dos Estados Unidos, por seis votos a três [votos], a Suprema Corte considerou ilegal e derrubou a política de tarifaços, abrindo um buraco de US$ 300 bilhões nas contas do país (que terá de devolver o dinheiro cobrado ilegalmente).
Mas, este não é o maior problema de Donald Trump, pois, como manda imprimir os dólares sempre que precisa, dinheiro nunca foi obstáculo para os Estados Unidos.
A questão reside na origem dos votos que derrotaram Donald Trump na Suprema Corte – além dos três juízes nomeados por presidentes democratas, também votaram pela ilegalidade do Tarifaço os juízes John Roberts (presidente da Suprema Corte, que foi nomeado por George W. Bush), Amy Coney Barrett e Neil Gorsuch (nomeados no primeiro mandato de Trump).
O fato de metade da bancada republicana na Suprema Corte ter votado contra Donald Trump é um indicador muito sugestivo.
A tolerância da nata das elites financeiras dos Estados Unidos está chegando ao fim, quase na hora de dizerem bye bye ao Galegão pedófilo.
Tic tac!
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