Ontem, a revista Forbes distribuiu a relação das maiores fortunas do planeta e mostra um panorama muito interessante.
A lista é encabeça por Elon Musk, cujo patrimônio alcança a marca dos estonteantes US$ 839 bilhões – um valor superior ao Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina (que, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI) não alcança os US$ 700 bilhões.
Considerando que o PIB de um país como o Uruguai é de aproximadamente US$ 80,96 bilhões e que no Planeta cerca de 800 milhões de pessoas passam fome, a relação da Forbes aponta um quadro de imoralidade escandalosa (Larry Page, por exemplo, tem patrimônio de US$ 257 bilhões e Sergey Brin tem [patrimônio de] US$ 237 bilhões).
Junto de bilionários como estes, Vorcaro e Neymar são fichinhas e rachadistas como Flávio Bolsonaro sequer existem.
De qualquer forma, diante deste panorama emergem perguntas como é possível alguém ser tão rico, alguém ter tanto dinheiro ou, mais ainda, não haver luta sangrenta para mudar esta situação.
Muitos já disseram que a formação das grandes fortunas decorre do pecado original citado na Bíblia (que foi a instalação do regime de propriedade privada).
Com menor radicalismo, Honoré de Balzac afirmou que ‘atrás de toda grande fortuna há um crime’.
Por outro lado, inspirado na máxima ‘a escravatura só é possível graças à cumplicidade dos escravos’ e no mito da caverna de Platão, alguns explicam a apatia, o medo, o complexo de capacho e a cumplicidade involuntária dos pobres (especialmente dos chamados pobres-de-direita, que, no Brasil, se alinham e dão suporte às politicas opressoras, sendo contra, inclusive, a tributação das grandes fortunas e a redução da carga de trabalho).
Será que no céu ou no paraíso há uma lista Forbes para humilhar aqueles que passam fome ou todos têm a chance de desfrutar as delícias do paraíso?
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