Imagine que, isento da contaminação plantado pela mídia corporativa – sem a ação da imprensa marrom representada pela Globo, Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo -, diante das candidaturas de Lula e de Flávio Bolsonaro, o brasileiro fosse (como vai) escolher aquele que presidirá o Brasil pelos próximos anos.
Quais critérios [o brasileiro] adotaria para orientar sua escolha?
Aliás, vale lembrar, como padrões de comparação, esta escolha conta com o desempenho do governo federal nos mandatos cumpridos pelo velho Jair Bolsonaro e por Lula.
Se o critério for saúde pública, contrastando com as 700 mil mortes decorrentes do negacionismo de Bolsonaro, o governo Lula apresenta o fortalecimento do SUS, o programa Farmácia Popular, o apoio aos laboratórios públicos, o programa Mais Médicos, etc.
Se o critério for educação pública, contrastando com os cortes nos orçamentos do ensino público e as agressões às universidades federais, Lula criou novos institutos federais de educação, criou o programa Pé de Meia, valorizou os professores, fortaleceu os centros de desenvolvimento científico e tecnológico.
Se o critério for segurança, ao tempo que os Bolsonaros apoiam a matança dos pobres, pretos e periféricos, Lula garantiu a independência da Polícia Federal, aprovou a PEC da Segurança, propôs o PL Anti Facção, liberou operações como a Carbono Oculto para combater os criminosos inseridos na FariaLima.
Se o critério for honestidade, contrastando com o contrabando das joias sauditas, com a compra de 51 imóveis a dinheiro vivo e a proibição da investigação da rachadinha de Flávio Bolsonaro pela Polícia Federal, Lula determinou a devassa nas contas de todos os corruptos.
Se o critério for patriotismo, contrastando com a postura capachilda do velho Jair e da campanha Anti Brasil feita pelo Bolsonaro 03 nos Estados Unidos, Lula se portou com altivez e ganhou o respeito de Donald Trump.
Se o critério for honestidade dos filhos, ao tempo que Flávio Bolsonaro está implicado até o pescoço no escândalo da aquisição de uma mansão por R$ 6 milhões em dinheiro vivo, o filho Lulinha acaba de receber um atestado de honorabilidade da Polícia Federal, que quebrou o seu sigilo bancário.
Na realidade, quaisquer que sejam os critérios, há uma grande diferença entre Lula, que tem uma grande obra política, diplomática, social e econômica a mostrar, e Flávio Bolsonaro, que só não é pior ‘por falta de espaço’.
Se, depois das comparações objetivas possíveis, ainda disser que prefere entregar o Brasil a Flávio Bolsonaro, a pessoa se habilita ao contingente que reúne masoquistas, coprófilos, lesa-pátrias, entreguistas e idiotas em geral.
De qualquer forma, como a sociedade não é imune a ação da mídia corporativa, as pessoas de menor capacidade cognitiva vão ser levadas a desconsiderar os critérios objetivos de avaliação dos governos e, talvez, escolham atirar no próprio pé.
Leia mais em www.alexandresanttos.com.br
A reprodução é permitida e desejável, preferencialmente com a citação da fonte

