Entre as muitas faces do jeito-Trump-de-ser está a naturalidade como faz a apropriação de bens alheios e, mesmo, a gatunagem irresponsável.
A fortuna bilionária de Donald Trump reflete um pouco disto.
Nos últimos dias, atuando como corsário (condição auto outorgada, como se a prática fosse legal ao chefe da Casa Branca), Donald Trump vem comandando o saque pirata a navios mercantes por todos os mares, sob as mais diversas justificativas.
Dos muitos ataques norte-americanos a navios mercantes – além de brutais ataques a pesqueiros em mares ao largo da costa da Venezuela e da Colômbia -, ganham destaque os ataques feitos a um cargueiro que singrava o Oceano Índico na costa do Sri Lanka, por piratas com a farda das tropas de operações especiais dos Estados Unidos (o navio foi interceptado e saqueado com confisco da carga) e [o ataque feito] ao petroleiro Skipper no mar do Caribe por piratas tatuados com o dístico da IV Frota do US Comando Sul (o petroleiro foi apresado e, como trunfo de corso, conduzido ao porto de Houston, no Texas.
Apesar de não ser prática inédita aos Estados Unidos, a forma aberta como a administração de Donald Trump vem praticando a pirataria demonstra o desdém da Casa Branca pela ordem internacional e seu desrespeito pela opinião pública mundial.
Donald Trump tem muitos defeitos, mas, em função do seu jeito-de-ser, ninguém tem mais motivos para usar os Estados Unidos como referência de democracia e honestidade.
Leia mais em
www.alexandresanttos.com.br
