Apesar da violência usada pelo capitão Guilherme Derrite na condução da segurança pública (ou justamente por isso), São Paulo está entregue ao crime organizado – o qual, como veio à tona outro dia, cravou suas garras em setores considerados ‘respeitáveis’, como o mercado financeiro.
Com efeito, investigações sobre a facção criminosa ‘Primeiro Comando da Capital’ (PCC) provou a sua presença [presença do PCC] no comando de bancos, corretoras de valores, fintechs e outras organizações da Faria Lima e da cadeia do álcool combustível (importadoras, usinas, distribuidoras, postos) e vai por aí.
O crime está por toda a parte (se investigar direitinho, vão descobrir a presença das organizações criminosas na gestão pública e no mundo político).
Nos últimos dias, foi revelado um esquema de adulteração de bebidas pelo batismo com metanol, uma substância venenosa capaz de provocar cegueira e mesmo a morte de quem a consuma.
Esta atividade está atingindo níveis insuportáveis.
Depois da apreensão de quase mil garrafas de bebidas adulteradas (gin, uísque e vodca), o Centro de Vigilância Sanitária) da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo confirmou seis mortes de intoxicação por metanol em São Bernardo e na cidade de São Paulo.
A situação tão alarmante que, suspeitando do envolvimento do PPC nesta modalidade de crime, o ministro da justiça Ricardo Lewandowisk determinou a investigação pela Polícia Federal.
O interessante é que, ao saber da movimentação da PF, em entrevista coletiva convocada às pressas para o Palácio dos Bandeirantes, o governador Tarcísio de Freitas rejeitou peremptoriamente “qualquer indício de participação do PCC no esquema de venda de bebidas alcoólicas falsificadas com metanol que circula no estado”.
Fica a pergunta: como é que, ainda nas fases iniciais das investigações, Tarcísio de Freitas sabe disso?
Estaria o governador de São Paulo defendendo o PCC ou sabe (e está protegendo) o verdadeiro culpado pela onda de homicídios dolosos em curso no seu Estado?
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