A banda conservadora da sociedade costuma acusar os governos progressistas de gastarem muito e, sempre que podem – em observações que pretendem estabelecer um comparativo -, citando gestões conservadoras com Bolsonaro ou Milei, falam em superávits ficais, equilíbrio orçamentário e coisas assim.
Coitados!
Como andam iludidos.
E se eles soubessem que os Estados Unidos, país que representa o paradigma de perfeição por eles cultivado, funciona ao embalos dos desequilíbrios – fiscal, orçamentário e comercial e, mais ainda, que o Dólar é uma moeda sem fundos, cujo lastro é um conjunto de papéis igualmente sem lastro?
Por estes dias, por exemplo, o governo estadunidense, uma gigantesca e paquidérmica máquina administrativa comandada pela Casa Branca, corre o risco de entrar em ‘shutdown’ por absoluta falta de dinheiro – dinheiro para pagar o funcionalismo, resgatar dívidas, honrar compromisso e, até para comprar o papel higiênico usado pela primeira-dama.
Mas, por incrível que possa parecer, a iminente falência do Tio Sam não desperta qualquer medo nas pessoas, pois elas sabem que, na hora H, como sempre faz, o governo vai colocar as guitarras de Fort Knox para funcionar e emitir os dólares necessários.
Com efeito, segundo a mídia, às vésperas da iminente paralisação do governo dos Estados Unidos, os líderes do Partido Democrata sinalizaram a possibilidade de um acordo para a emissão de novos títulos da dívida pública de modo a impedir a debacle do país.
E assim, de emissão sem lastro e emissão sem lastro, os Estados Unidos mantém a pirâmide financeira que sustenta a ostentação bilionária que assusta a todos.
Acontece que, como acontece com todas as pirâmides financeiras, um dia a farra das emissões sem lastro vai explodir, fazendo com que as crises de 1929 e 2008 pareçam brincadeira de crianças.
Todo cuidado com o Dólar é pouco.
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