Agora vai….
Em maio de 2025 – em clara demonstração de que, aos olhos da Bancada do Boi, o ex-ministro Ricardo Sales (aquele que queria aproveitar a pandemia para ‘deixar passar a boiada’) era uma espécie de herói -, o Senado aprovou o PL 2.159/2021, mais conhecido como ‘PL da Devastação’, que pretende ser a ‘Lei Geral do Licenciamento Ambiental’, uma norma que esvazia a atuação de órgãos de controle de projetos capazes de causar danos ao meio ambiente.
Pela vontade dos senadores que aprovaram o PL da Devastação, não ficará uma única árvore de pé no Brasil.
Para quem não está atento à questão, foi no âmbito das discussões do PL da Devastação que a ministra Marina Silva foi agredida no Senado, deixando ao País a falsa impressão de que poderia haver algum recuo dos devastadores na Cãmara dos Deputados.
Ledo engano.!
Ontem, colocando uma pá de cal nas esperanças dos ambientalistas, o presidente Hugo Motta indicou o deputado José Vitor – um dos principais próceres do agronegócio na Câmara dos Deputados – para relatar o PL 2129.
As más línguas dizem que, disposto a fazer jus a posição de líder da turma do agro, José Vitor já ligou a motosserra e vai propor substituitivo que escancara, ainda mais, a flexibilização do licenciamento ambiental trazida na proposta original aprovada no Senado sob a batuta da senadora Tereza Cristina, ministra da agricultura no governo de Jair Bolsonaro.
Agora a coisa vai (para o brejo).
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