Uma vez alguém perguntou sobre o porquê dos latino-americanos não gostarem dos norte-americanos.
A guisa de resposta, não ouviu tese baseada na Doutrina Monroe ou no BigSteack, só [ouviu] uma gargalhada e um “eu quero que eles se fodam”.
Aliás, para resposta mais consequente, a questão deve ser encaminhada a um norte-americano e a pergunta deve ser “por que os latino-americanos têm tanta raiva de vocês?”.
Ainda assim, com a sensibilidade obscurecida pela boçalidade arrogante que os faz tão petulantes, de tão supremacista, o norte-americano não alcança a resposta.
O fato é que não gostamos deles e, como parte das razões que explicam a repulsa, eles não sabem (ou fingem não saber) o porquê.
De qualquer forma, o mundo continua a girar e os norte-americanos continuam odiados (e dando razões para isto).
Naturalmente, a boçalidade arrogante dos norte-americanos cresce em função da boçalidade e da arrogância do seu líder.
Nos dias correntes, por exemplo, reproduzindo gestos que imitam Donald Trump, os norte-americanos estão se superando nos quesitos que os tornam execráveis. Como mostra deste comportamento, ontem, cumprindo novo lance da nova diplomacia da Casa Branca, com o claro objetivo de fustigar o Brasil e o Povo Brasileiro (e, assim, colocando novas pitadas no caldo que nos fazem odiá-los), a embaixada dos Estados Unidos no Brasil publicou nova mensagem criticando o ministro Alexandre de Moraes.
A grosseria fazia referência a um post do subsecretário de Diplomacia Pública dos Estados Unidos Darren Beattie, de conteúdo semelhante. “O ministro Moraes é o principal arquiteto da censura e perseguição contra Bolsonaro e seus apoiadores. Suas flagrantes violações de direitos humanos resultaram em sanções pela Lei Magnitsky, determinadas pelo presidente Trump”, diz a nota exibida na rede social da embaixada e prossegue com ameaças: “Os aliados de Moraes no Judiciário e em outras esferas estão avisados para não apoiar nem facilitar a conduta de Moraes. Estamos monitorando a situação de perto”.
E depois eles não sabem porque são tão odiados?
Vale observar que, talvez pelo salutar convívio com os chineses, o governo brasileiro vem desenvolvendo pragmatismo suficiente para engolir sapos (enquanto for necessário) e só cospir fogo no momento adequado.
Ainda não é hora de dizer claramente aquilo que o Brasil e os brasileiros pensam do Tio Sam. Mas esta hora vai chegar…
Até lá, basta uma mandinga, uma praga, um feitiço.
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