A sabedoria popular ensina que ‘pau que nasce torto, morre torto’. Pois é. Bolsonarista não se emenda.
Imagine que, no curso do brutal Holocausto cometido pelas Forças de Defesa de Israel contra a indefesa população palestina confinada em Gaza, um bando de dirigentes bolsonaristas resolveu fazer gracinha para Benjamim Netanyahu e foi fazer turismo em Israel.
Acontece que, sempre ávido por sangue, não satisfeito em trucidar velhos, mulheres, grávidas, crianças e bebês em Gaza, Israel atacou o Irã, dando início a uma nova guerra no Oriente Médio.
Ao contrário da população palestina – que, desarmada, não tem alternativa se não enfrentar seus verdugos com paus e pedras -, no entanto, os persas são bem armados e topam uma boa briga.
Com efeito, pouco menos de 24 horas após ataque judeu, surpreendendo a população habituada com a baixa reação dos palestinos, o Irã desfechou um severo bombardeio contra Israel, atingindo vários prédios em Tel Aviv.
Finalmente, Israel encontrara um inimigo com poder de reação e, como todos os covardes, começou a sentir a peristalse dos amedrontados.
Só então, ouvindo o som das sirenes e o ribombar das explosões, forçados a deixar o conforto do hotel em que se hospedavam para se enfurnar num bunker, os bolsonaristas – o governador do Tocantins Wanderley Barbosa, os prefeitos Johnny Maycon (Nova Friburgo), Cícero Lucena (João Pessoa), Álvaro Damião (Belo Horizonte) e as vice-prefeitas Janete Aparecida (Divinópolis), Vanderlei Pelizer (Uberlândia), Maryanne Mattos (Florianópolis) e Cláudia Silva Lira (Goiânia) – perceberam a situação de perigo na qual estavam metidos.
E aí, sem confiar no taco creditado ao prefeito de Sorocaba Rodrigo Manga por uma loura qualquer no início do genocídio em Gaza, aos prantos, os bolsonaristas esqueceram o ódio que dizem ter por Lula e suplicaram o seu apoio [apoio do presidente Lula] para deixar Israel em segurança.
Não sei se, tendo em vista o desdém que demonstraram pelo sofrimento palestino ao fazer turismo na casa do genocida, [se] estes caras merecem alguma piedade ou consideração.
Se dependesse da minha vontade, seriam retirados de Tel Aviv e transferidos para Gaza.
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