Ontem, o senador Flávio Bolsonaro informou que, numa espécie de convenção-de-um-homem-só realizada na carceragem da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, o velho Jair decidiu que ele [Flávio Bolsonaro, o filho 01] será o candidato presidencial do Partido Liberal (PL), representando a extrema-direita no pleito.
Além de indicar o pronto reconhecimento da impossibilidade de vitória contra Lula nas eleições do próximo ano, a unção do filho 01 à condição de candidato presidencial significa a demarcação territorial pelos Bolsonaro’s, deixando claro a quem pertence o espólio eleitoral do velho Jair, o qual está banido das eleições pelo resto da vida.
Vale registrar que a escolha do nome de Flávio (que não perderá a condição de senador após a derrota, pois tem mandato até o ano 2020) deixou Tarcísio de Feitas muito feliz, pois o libera da provável derrota para Lula nas eleições presidenciais e o libera para concorrer à reeleição ao governo de São Paulo, pleito ao qual é considerado favorito.
Quem não gostou da extrema-direita já ter ‘jogado a toalha’ foi o mercado financeiro, que ojeriza a opção social do governo Lula.
Com o anúncio da escolha de Flávio Bolsonaro, a Bolsa de Valores inverteu a marcha de sucessivos recordes e, ao tempo que a cotação do dólar disparava para fechar acima dos R$ 5,40, o índice Bovespa desabou 4,31%.
A movimentação da extrema-direita deixa claro a sua opção pelo fortalecimento da sua presença no Senado, cujas eleições passam a ter importância estratégica para os destinos do País.
Leia mais em
www.alexandresanttos.com.br
