Como todos sabem, sou agnóstico. Mantenho minha crença em Deus, mas, embora respeite todas as religiões, não tenho vínculos ou aproximação com qualquer uma delas.
Confesso que ouvir o Papa Francisco me dava boas recordações dos tempos nos quais, como aluno do Colégio Marista da Avenida Conde da Boa Vista, no Recife, assistia missas resadas pelo padre Henrique (que viria ser assassinado pelo regime militar em 1969) ou tomava conhecimento da altivez como o diretor Irmão Orlando recusava ceder a sala da diretoria para que o IV Exército nela instalasse atiradores de elite como parte da segurança dos desfiles do Sete de Setembro.
O meu completo desconhecimento das coisas de Deus me levam a encarar com desconfiança conceitos como Céu e Inferno – figurações que, diga-se de passagem, uso com certa frequência para me referir aos lugares que, seguramente, abrigarão as boas almas e, em contrapartida, as almas sebosas pela Eternidade.
E, nesse sentido, não há como duvidar que, se existir – liderado pelos piores Demônios, povoado pelas almas dos mais pecadores, atormentado pelos castigos mais cruéis, sonorizado por gritos de dor e de angústia e tendo as chamas do fogaréu como pano-de-fundo -, o Inferno está de braços abertos à espera de Benjamin Netanyahu e Donald Trump, seres malignos que, tendo o Mal como inspiração e propósito de vida, aproveitam todos os momentos da sua existência terrena para espalhar a dor e o sofrimento por onde quer que passem, sem poupar velhos, deficientes, mães, nutrizes, grávidas, adolescentes, crianças, bebês de colo ou qualquer coisa que se mexa.
De fato, quando se toma conhecimento da ânsia e da obstinação como estes demônios se empenham em estimular, criar e manter guerras desnecessárias, como se aplicam em usar o avanço científico e tecnológico para a criação e aperfeiçoamento de instrumentos causadores de morte, de mutilação e sofrimento de pessoas, como se dedicam a controlar a abundância sob seu controle para provocar a fome e o desespero e de tantas outras perversidades e como não perdem qualquer oportunidade para ajuntar mais um quantum de maldade nos seus extensos currículos, não se pode esperar que estes Demônios passem a Eternidade ao lado dos Santos e Anjos do Bem ou no mesmo ambiente das suas vítimas.
A história de vida de gente como Benjamin Netanyahu e Donald Trump prova a existência de G’Dausbbah e deixa claro que, ao deixarem esta existência, serão recebidos no pior dos Infernos com as homenagens devidas aos piores e mais odiados.
Em resposta às energias negativas que lhes são rogadas todos dias, postado à sua espera, o Demônio-chefe já mandou perfilar a banda de música e estender o tapete vermelho para recebê-los.
Não se sabe quando será a partida, mas o grito está pronto: Já foi tarde!
Leia mais em
www.alexandresanttos.com.br

